
06 mar Dupla jornada: consequências para a saúde da mulher
Conciliar casa, trabalho, cuidado com a família é um desafio de milhões de brasileiras. Mesmo com os avanços na participação feminina no mercado de trabalho, a sobrecarga permanece desigual e traz impactos diretos para a saúde física, mental e emocional.
De forma prática, a dupla jornada se traduz assim: quando o expediente no trabalho termina, começa o segundo turno, aquele que envolve a gestão da casa, o cuidado com os filhos e a administração da rotina familiar.
A soma dessas responsabilidades reduz o tempo de descanso, lazer e autocuidado, favorecendo o surgimento de problemas de saúde, como:
- Burnout parental e profissional: o acúmulo e sobrecarga de responsabilidades levam ao esgotamento emocional.
- Ansiedade: a sensação de estar sempre em falta em alguma área mantém o corpo em estado de alerta.
- Distúrbios cardiovasculares: o estresse crônico é um fator de risco direto para hipertensão e arritmias.
- Alterações hormonais: ciclos menstruais irregulares e intensificação de sintomas da menopausa são comuns em mulheres sob alta pressão.
- Sedentarismo forçado e alimentação inadequada: a falta de tempo dificulta a prática de exercícios e favorece refeições rápidas pouco nutritivas.
O cuidado de um lar não deve ser uma responsabilidade individual, mas sim compartilhada. Isso inclui a conscientização dos parceiros e redes de apoio, além da promoção de ambientes de trabalho mais humanizados, políticas de apoio à maternidade e acesso à saúde.
Essas ações são o ponto de partida para garantir dignidade à mulher em todos os âmbitos da vida.
Neste 8 de março, e não só hoje, o melhor presente é a divisão.
Às mulheres, o direito ao tempo livre, ao descanso e ao cuidado.
À rede de apoio, o compromisso de compartilhar responsabilidades e tornar esse descanso possível.